

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira, dia 6 de julho, que o senador Flávio Bolsonaro seja ouvido pela Polícia Federal no inquérito em que é acusado de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parecer técnico foi enviado diretamente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator responsável pela condução dessa investigação.

De acordo com o chefe da PGR, o depoimento do parlamentar é uma etapa fundamental no processo, pois a legislação penal brasileira abre a possibilidade de o investigado se retratar formalmente sobre o que disse. Caso Flávio Bolsonaro decida retirar suas declarações e pedir desculpas públicas, ele poderá ser isento de sofrer qualquer tipo de condenação ou pena judicial pelo suposto crime. Por esse motivo, Gonet sugeriu que o caso volte temporariamente para as mãos da PF para que o interrogatório seja realizado o quanto antes.
A investigação começou por causa de uma postagem feita pelo senador na rede social X, em 3 de janeiro deste ano, logo após a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas autoridades dos Estados Unidos. Na publicação, o parlamentar afirmou que Lula seria delatado e acusou o Foro de São Paulo de envolvimento com tráfico internacional de drogas, armas, lavagem de dinheiro e suporte ao terrorismo. No mês passado, a Polícia Federal chegou a concluir o relatório final do inquérito apontando que o senador de fato cometeu o crime de calúnia, mas o caso segue em aberto aguardando a decisão do STF e a manifestação oficial da defesa do investigado.










