


Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP na capital paulista revelou que os consumidores precisam ficar atentos aos preços dos produtos típicos de festas juninas, que apresentam variações expressivas de valor entre os estabelecimentos. O quilo da batata-doce roxa liderou o topo das diferenças, registrando uma variação de 190% — o maior preço encontrado foi de R$ 9,99, enquanto o menor saiu por R$ 3,45. Outro item indispensável nas celebrações, a espiga de milho verde a granel, mostrou uma oscilação de quase 117%, custando R$ 15,14 em um local e R$ 6,99 em outro.

O levantamento, que analisou 69 itens em 10 grandes redes de varejo espalhadas pelas cinco regiões da cidade, apontou que 20 desses produtos tiveram variações superiores a 80%. Geograficamente, a zona sul concentrou a maioria dos itens mais caros (34 produtos), seguida pela zona norte (23 produtos). Já os menores valores foram localizados principalmente na zona leste, com 23 itens mais baratos, e no centro da capital, com 19. Apesar dessas discrepâncias pontuais, os consumidores têm um motivo para comemorar: na comparação entre os preços médios dos produtos comuns pesquisados em 2025 e 2026, houve uma leve queda de 0,99%, ficando abaixo da inflação oficial da cidade de São Paulo medida pelo IPC-Fipe, que fechou em 3,64% no acumulado de 12 meses.
A pesquisa também se estendeu para outras dez cidades do interior e do litoral paulista, englobando 78 locais visitados na primeira quinzena de junho. No comparativo regional, a cidade de São José dos Campos apresentou a cesta junina mais barata do estado, custando em média R$ 73,52, enquanto Ribeirão Preto registrou a média mais alta, chegando a R$ 86,25. Diferenças marcantes também foram vistas no preço médio do quilo do milho verde a granel, vendido por R$ 14,05 em Bauru e por R$ 6,04 em Presidente Prudente.


Para evitar prejuízos, os especialistas do Procon-SP recomendam cautela na hora das compras. No caso de alimentos embalados, é fundamental checar a validade, os dados do fabricante e o selo que alerta sobre altos níveis de açúcar, gordura e sódio. Itens produzidos e embalados pelo próprio mercado, como bolos e doces, também devem trazer por escrito o peso, os ingredientes e alertas de alergênicos. Já nas quermesses, o consumidor deve observar as condições de higiene e refrigeração das comidas. Caso as festas utilizem cartões de consumação, as regras de uso e reembolso devem ser explicadas de forma clara, lembrando que os organizadores não podem recusar o pagamento em dinheiro vivo.







