


A probabilidade de que o fenômeno El Niño atinja uma intensidade considerada muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul superou a marca de 90%. É o que indica o relatório atualizado do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. O levantamento internacional aponta ainda que existe 75% de chance de o evento se consolidar como o mais intenso registrado desde o início das medições sistemáticas em 1950.

O monitoramento do órgão norte-americano descreve uma trajetória de rápido aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial ao longo do ano. Após o encerramento do La Niña em abril, as condições de desenvolvimento do El Niño ganharam força gradualmente até se confirmarem na metade do ano, com as temperaturas da superfície do mar registrando elevações superiores a 3 °C na porção leste do oceano durante o mês de agosto.
No Brasil, os efeitos do fenômeno devem impactar as diferentes regiões de maneira distinta, segundo análises do Instituto Nacional de Meteorologia. Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é de redução nos volumes de chuva, o que pode afetar o nível dos rios, o abastecimento de água e o transporte hidroviário. Por outro lado, a Região Sul deve registrar precipitações acima da média histórica, elevando os riscos de alagamentos e transtornos à produção agrícola. NAS demais áreas do país, a previsão aponta para o aumento das temperaturas globais durante o período.









