

As oliveiras centenárias, suspeitas de terem sido contrabandeadas da Argentina e apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na segunda-feira (10) na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), em São José do Rio Preto (SP), foram liberadas para seguir viagem até Belo Horizonte (MG).

Segundo a PRF, a decisão de liberar a carga para o motorista foi tomada porque a região de Rio Preto não possui estrutura adequada para garantir a preservação segura da espécie nem equipe técnica habilitada para emitir um laudo sobre o possível risco sanitário que as árvores poderiam representar.
O agente da PRF, Flávio Catarucci, explicou que a legislação sanitária exige que espécies vegetais trazidas para o território nacional tenham um atestado de que estão isentas de doenças que possam comprometer a agricultura brasileira.
Além disso, o motorista não apresentou a documentação que comprovasse a origem argentina das árvores. Ele possuía apenas uma nota fiscal que autorizava o transporte de Goiás para Minas Gerais, o que levantou a suspeita da PRF, já que o caminhão havia carregado na fronteira.
Apesar da liberação, o caso permanecerá sob apuração administrativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para verificar as irregularidades.
Alto Valor e Mercado Ilegal
A extração irregular de oliveiras centenárias está ligada a dois fatores principais. A espécie é muito valorizada em projetos paisagísticos e arquitetônicos, especialmente em condomínios de alto padrão, devido à sombra e ao aspecto nobre que conferem. No mercado legal, uma dessas árvores pode custar até R$ 150 mil.
O outro fator é o azeite de oliva, produto fresco extraído do fruto da oliveira, que tem visto uma alta considerável nos preços nos últimos anos, tornando-se um item de alto valor comercial.















