sexta, 12 de junho de 2026

Presidente do TSE definirá futuro de pesquisa que aponta Lula na liderança e queda de Flávio Bolsonaro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, será o responsável por julgar o pedido de urgência feito pelo Partido Liberal para suspender a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral do instituto AtlasIntel. O levantamento, publicado nesta terça-feira, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto para a sucessão presidencial de 2026, além de registrar um recuo expressivo no desempenho de Flávio Bolsonaro, que é o pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto.

De acordo com os números divulgados pela AtlasIntel, Lula lidera a disputa com 48,9% das intenções de voto, enquanto o senador fluminense aparece na segunda posição com 41,8%. O resultado acendeu o sinal de alerta na campanha do PL porque representou uma queda de seis pontos percentuais para o parlamentar em comparação com a sondagem realizada pelo mesmo instituto na semana anterior. Diante do cenário negativo, o partido acionou a Corte Eleitoral sob o argumento de que o questionário aplicado aos eleitores estaria viciado, contendo perguntas formuladas de maneira a induzir respostas desfavoráveis ao pré-candidato da oposição.

O foco da contestação jurídica é a estrutura da pesquisa, que é composta por 48 perguntas. Grande parte do questionário aborda diretamente a repercussão política do recente vazamento de áudios e mensagens de texto envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nas conversas que vieram a público, o senador aparece supostamente intermediando e solicitando repasses financeiros de cerca de 61 milhões de reais para custear a produção de Dark Horse, filme internacional sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa do parlamentar alega que misturar intenção de voto com perguntas detalhadas sobre o escândalo financeiro manipula a percepção do eleitor e prejudica a imagem do candidato de forma parcial.

Por outro lado, o instituto AtlasIntel informou em nota oficial que tomou conhecimento do processo movido pelo PL por meio do noticiário e que ainda não havia recebido nenhuma notificação formal da Justiça Eleitoral. A empresa demonstrou segurança em relação à metodologia adotada na coleta de dados, afirmando manifestar plena tranquilidade para prestar qualquer tipo de esclarecimento técnico que venha a ser exigido pelas autoridades. A decisão de Nunes Marques sobre o caso é aguardada com grande expectativa nos bastidores de Brasília, pois representará o seu primeiro posicionamento de forte impacto político nacional desde que assumiu o comando do Tribunal Superior Eleitoral.

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