


Faltando apenas dois meses para o início da Copa do Mundo, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, garantiu que a seleção do Irã participará normalmente do torneio. A declaração, feita nesta quarta-feira (15) durante um fórum de investimentos, busca encerrar as incertezas que cercavam a presença da equipe asiática devido aos recentes conflitos militares envolvendo o Irã, Israel e os Estados Unidos — que são uma das sedes da competição.

A permanência dos iranianos no Mundial tornou-se um tema delicado desde fevereiro, quando as tensões no Oriente Médio se intensificaram. O governo do Irã chegou a cogitar a desistência e, mais recentemente, condicionou sua participação à alteração dos locais de seus jogos. No entanto, Infantino reforçou que os atletas conquistaram a vaga em campo e desejam representar seu povo. O dirigente, que visitou a delegação iraniana na Turquia nas últimas semanas para mediar a situação, defende que o futebol deve atuar como uma ferramenta para aproximar as nações.
A agenda da seleção do Irã prevê estreias em solo norte-americano, com jogos contra a Nova Zelândia e a Bélgica em Inglewood, na Califórnia, além de um confronto contra o Egito em Seattle. Para o mandatário da Fifa, é fundamental que o esporte seja mantido separado das disputas políticas globais. Ele destacou que a entidade trabalha para construir pontes entre os países, mesmo em cenários de crise, e que a presença da equipe é um direito garantido pela qualificação esportiva.










Apesar da postura firme de Infantino, o assunto ainda deve gerar novos debates no cenário internacional. O tema deve retornar à pauta oficial durante o próximo Congresso da Fifa, agendado para o dia 30 de abril em Vancouver, no Canadá. Até lá, a organização espera que o ambiente diplomático se estabilize para garantir que o foco do evento permaneça exclusivamente nas competições dentro das quatro linhas.
























