terça, 30 de junho de 2026

Prefeituras defendem demolição imediata da Ponte do Esqueleto após tragédia

A Prefeitura de Limeira intensificou, nesta quarta-feira (17), as ações de segurança no entorno da Ponte do Esqueleto com o bloqueio de acessos clandestinos e a aplicação de novas barreiras emergenciais. A administração municipal explicou que intervenções mais severas não haviam sido feitas antes por conta de travas operacionais da União, que é a real proprietária da estrutura. As autoridades reforçam que invadir o local é considerado crime, uma vez que a área não é aberta ao público.

A mobilização ocorre em resposta à morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no último sábado (13). Ela perdeu a vida após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros para um salto de rope jump sem que as cordas essenciais de proteção estivessem presas ao seu corpo. O serviço clandestino era operado por uma empresa privada no local, que fica exatamente na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

Diante do ocorrido, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão ligado ao governo federal, acionou os municípios vizinhos para ajudar no bloqueio da área. No entanto, os governos locais querem uma medida mais drástica: a demolição completa da ponte. Em uma reunião realizada na última segunda-feira (15) entre representantes federais e os prefeitos Murilo Félix, de Limeira, e Cristina Saad, de Cordeirópolis, os gestores municipais defenderam que a derrubada da estrutura ocorra de forma imediata.

O prefeito de Limeira apontou que os riscos do local são velhos conhecidos da região e que, mesmo com bloqueios anteriores, a estrutura abandonada continuava funcionando como um forte atrativo para curiosos e praticantes de esportes radicais. Ele revelou ainda que o município já havia cavado uma vala profunda no passado para impedir a passagem de veículos, mas o buraco foi tapado por terceiros sem a autorização da prefeitura. Enquanto a União estuda os custos e a viabilidade da demolição definitiva, novos muros de contenção e manutenções nas valetas devem ser executados pelo governo federal nos próximos dias.

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