

A trágica morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de um esporte radical na Ponte do Esqueleto, motivou uma dura reação da Prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo. O governo municipal anunciou que vai acionar a Justiça contra o governo federal, acusando a União de omissão em relação à segurança e à fiscalização da ponte, que é de responsabilidade federal e amplamente conhecida como ponto de encontro para saltos radicais. A prefeitura alega que já havia enviado diversos ofícios cobrando providências para o local, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, mas nunca recebeu uma resposta dos órgãos federais.
O prefeito da cidade, Murilo Félix, manifestou-se oficialmente por meio de nota, classificando a situação da estrutura como um abandono que se arrasta há anos. Segundo o chefe do Executivo, além de punir os responsáveis diretos pela queda da jovem, é urgente investigar a falta de restrição de acesso a um espaço público federal que já oferecia riscos evidentes a quem o frequentava. O líder do município lamentou o desfecho e ressaltou que as cobranças feitas em conjunto pela prefeitura e pela câmara municipal vinham sendo ignoradas, culminando no que ele chamou de mais uma tragédia fruto do descaso da União.
O acidente que motivou o embate jurídico ocorreu quando a vítima realizava o salto de rope jump, uma modalidade de queda livre semelhante ao bungee jumping, de uma altura aproximada de 40 metros. O salto terminou em fatalidade devido a uma falha classificada como um erro básico pelos especialistas da área: os instrutores esqueceram de prender a corda guia no equipamento de proteção da jovem. Tanto os organizadores quanto as testemunhas que acompanhavam a atividade só notaram o erro crucial no momento em que a jovem já havia sido lançada ao vazio, resultando em uma queda direta.


A Polícia Militar foi acionada imediatamente após a queda para isolar o perímetro e tomar as primeiras providências. Na ação, as equipes policiais prenderam em flagrante seis pessoas que integravam a equipe responsável pela operação dos saltos no dia do acidente. Dois dos organizadores tentaram escapar da responsabilização fugindo a pé em direção a uma área de mata fechada nos arredores da ponte, mas foram localizados pelas viaturas pouco tempo depois e encaminhados à delegacia para responder pelo ocorrido.








