segunda, 9 de fevereiro de 2026

Prefeito de Votuporanga aciona Justiça contra vereador após acusações em sessão da Câmara

Foto: A Cidade

O cenário político de Votuporanga registrou um novo capítulo de tensão no início da tarde desta segunda-feira (2). O prefeito Jorge Seba convocou uma entrevista coletiva para anunciar que abriu um processo judicial por calúnia contra o vereador Cabo Renato Abdala. A decisão ocorre após declarações feitas pelo parlamentar durante a primeira sessão ordinária do ano, na qual ele apresentou documentos que sugerem uma antiga ligação comercial entre o atual chefe do Executivo e uma figura investigada pela Polícia Federal.

A origem da disputa jurídica está em um discurso no qual o vereador utilizou dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) para citar uma empresa de empreendimentos fundada por Seba e seu falecido filho em 2014. Segundo Abdala, atas da empresa indicariam que, em 2017, os trabalhos foram presididos por João Carlos Falbo Mansur, investidor citado em operações da Polícia Federal como a “Compliance” e a “Carbono Oculto”. Durante sua fala, o parlamentar afirmou que, embora não estivesse acusando o prefeito de integrar esquemas ilícitos, os documentos provariam uma transação comercial com alguém investigado por lavagem de dinheiro para organizações criminosas.

Jorge Seba, por sua vez, refuta as insinuações de irregularidade e alega que as falas do vereador ferem sua honra. A rivalidade entre os dois políticos não é recente e vem sendo alimentada por embates diretos desde o início de seus respectivos mandatos, em 2021. Ao levar o caso para o tribunal, o prefeito busca uma reparação legal contra o que considera uma tentativa de ligar seu nome a investigações federais de forma indevida e difamatória.

Enquanto o processo segue para a análise do Poder Judiciário, a cidade acompanha os desdobramentos de uma relação cada vez mais desgastada entre os poderes Executivo e Legislativo local. O caso levanta discussões sobre os limites da imunidade parlamentar e a responsabilidade no uso de documentos públicos para questionamentos políticos, mantendo os holofotes voltados para os próximos passos dessa disputa jurídica.

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