sábado, 11 de julho de 2026

Por recomendação médica, STF deve prorrogar prisão domiciliar de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve estender o período em que o ex-presidente Jair Bolsonaro permanecerá cumprindo pena em regime de prisão domiciliar. De acordo com interlocutores da Suprema Corte, a medida atende a uma necessidade humanitária fundamentada em um novo relatório de saúde, que aponta uma piora recente no estado clínico do ex-mandatário.

O boletim médico mais recente detalha que Bolsonaro vem sofrendo com crises intensas de soluço crônico. A situação se agravou a ponto de exigir a aplicação de remédios em doses muito elevadas, atingindo o limite máximo de segurança recomendado pelos profissionais. Diante da fragilidade física, o ex-presidente precisará passar por uma nova bateria de exames complexos, incluindo uma endoscopia digestiva, para avaliar disfunções no sistema esofágico e investigar possíveis inflamações crônicas. O laudo aponta ainda que ele continua sofrendo com fadiga extrema ao realizar esforços moderados e apresenta instabilidade no equilíbrio.

Bolsonaro cumpre uma condenação de 27 anos e três meses de reclusão pelo crime de tentativa de golpe de Estado. O benefício do recolhimento em residência foi concedido inicialmente em março deste ano, com prazo de 90 dias, após o ex-presidente ser internado às pressas com um quadro grave de broncopneumonia. Mais tarde, em maio, ele também precisou passar por um procedimento cirúrgico no ombro direito.

Como a autorização original assinada por Alexandre de Moraes está prevista para vencer no próximo dia 25 de junho, a apresentação do novo relatório clínico deve selar a renovação da permanência do ex-presidente em casa por mais tempo. A medida visa garantir que ele continue recebendo o tratamento hospitalar e ambulatorial adequado sob monitoramento da Justiça, sem o desgaste de uma transferência para o sistema penitenciário comum no atual momento de instabilidade de sua saúde.

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