sexta, 12 de junho de 2026

População do estado de São Paulo envelhece e chega a 46 milhões de habitantes, revela IBGE

O estado de São Paulo registrou um crescimento populacional significativo nos últimos 13 anos, alcançando a marca de 46,077 milhões de habitantes em 2025. Os dados, extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE, mostram que o estado ganhou quase 3 milhões de novos moradores desde 2012. Esse crescimento de 7% no período reforça o papel estratégico de São Paulo, que atualmente abriga 22% de toda a população brasileira.

A mudança mais marcante no perfil dos paulistas é o envelhecimento acelerado. Pela primeira vez, os idosos com 60 anos ou mais se tornaram a maior faixa etária do estado, totalizando 8,074 milhões de pessoas, o que representa 17,6% do total. Para efeito de comparação, esse grupo cresceu 46% desde o início da série histórica em 2012, quando representava apenas 12,8% da população. Enquanto o número de idosos dispara, a população jovem segue o caminho inverso: os moradores com menos de 25 anos registraram uma queda de 9,6%, sinalizando uma transformação profunda na estrutura demográfica regional.

No que diz respeito ao gênero e à composição racial, o estado mantém estabilidade e apresenta novas tendências. A divisão entre homens e mulheres permanece a mesma de 13 anos atrás, com o público feminino representando 51% do total, somando mais de 23,6 milhões de cidadãs. Já na autodeclaração de cor ou raça, houve uma redução na proporção de pessoas que se identificam como brancas, que passou de 64,2% para 56,2%. Em contrapartida, houve um aumento na parcela de moradores que se declaram pretos (de 5,6% para 8,6%) e pardos (de 28,8% para 33,3%).

Esses indicadores mostram que São Paulo acompanha a tendência nacional de amadurecimento populacional, embora com suas particularidades. Enquanto a população brasileira total chegou a 212,6 milhões de pessoas em 2025, o estado paulista consolida sua posição como o mais populoso e diverso do país. O desafio para os próximos anos, segundo especialistas em demografia, será adaptar as políticas públicas de saúde e previdência para atender a essa crescente base de moradores idosos, ao mesmo tempo em que lida com a redução da base de jovens no mercado de trabalho.

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