


A população estimada do Brasil atingiu 214,2 milhões de pessoas em 1º de julho deste ano, segundo o estudo Estimativas da População divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados revelam que o ritmo de expansão demográfica do país continua desacelerando, registrando uma alta de 0,37% em relação ao ano anterior, índice inferior ao crescimento de 0,39% verificado no ciclo comparativo anterior.

A distribuição populacional pelas regiões do país mantém a maior concentração no Sudeste, que abriga 41,6% dos habitantes, somando 89 milhões de pessoas. Em seguida aparecem o Nordeste, com 26,8% da população total (57,4 milhões), o Sul com 14,7% (31,5 milhões), o Norte com 8,8% (18,9 milhões) e o Centro-Oeste com 8,1% (17,4 milhões). Entre os estados, São Paulo lidera como o mais populoso do país, reunindo 46,1 milhões de moradores, o equivalente a 21,6% do total nacional, seguido por Minas Gerais, com 21,5 milhões, e Rio de Janeiro, com 17,2 milhões. No extremo oposto, as três menores unidades federativas em população pertencem à Região Norte e contam com menos de 1 milhão de residentes cada: Acre (887,8 mil), Amapá (809,9 mil) e Roraima (761 mil).
Entre as cidades brasileiras, São Paulo se consolida no topo da lista com 11,9 milhões de habitantes, seguida por Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Salvador. Juntas, essas cinco metrópoles concentram 26,7 milhões de pessoas, representando 12,5% da população do país. No ranking dos municípios com mais de 1 milhão de moradores, apenas Guarulhos e Campinas, ambos no estado de São Paulo, não são capitais estaduais. Já os menores municípios do país são liderados por Serra da Saudade (MG), com apenas 857 habitantes, seguido por Anhanguera (GO), Borá (SP), Araguainha (MT) e Nova Castilho (SP). O levantamento mostra ainda que 44,3% dos municípios brasileiros possuem até 10 mil moradores, somando 12,8 milhões de pessoas, enquanto as 27 capitais concentram 49,4 milhões de residentes, com Palmas, Vitória e Rio Branco registrando os menores contingentes populacionais entre os centros administrativos estaduais.


Em relação à dinâmica demográfica entre os estados, Roraima destacou-se com a maior taxa de crescimento do país, com alta de 3,01%, seguido por Santa Catarina (1,54%) e Mato Grosso (1,46%), sendo os únicos a registrarem avanço superior a 1%. Essa expansão em Roraima também impulsionou Boa Vista, que liderou o crescimento entre as capitais ao registrar variação positiva de 3,2%. Por outro lado, as menores taxas estaduais de crescimento foram observadas no Rio de Janeiro (0,01%), Alagoas (0,01%) e Rio Grande do Sul (0,00%), enquanto capitais como Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%) apresentaram redução em suas estimativas populacionais.







