


Um policial penal de 46 anos de idade procurou a Polícia Civil de São José do Rio Preto para registrar um boletim de ocorrência após ser vítima de uma fraude cibernética praticada por um golpista que se passou por sua antiga advogada. O crime ocorreu na última sexta-feira, dia 2 de outubro, no momento em que o servidor público realizava o trajeto rodoviário entre a capital paulista e o município do interior.

Conforme o relato oficial prestado às autoridades, a vítima foi contatada por meio do aplicativo WhatsApp por um número desconhecido que exibia a fotografia de sua ex-defensora no perfil. O estelionatário demonstrou amplo conhecimento sobre os dados e o andamento de uma ação judicial de interesse do policial, tratando-o inclusive por um apelido pessoal para transmitir credibilidade e induzi-lo a erro.
Durante a troca de mensagens, o golpista enviou um link malicioso sob o pretexto de oferecer acesso à consulta atualizada do processo. Ao clicar no endereço eletrônico fornecido, o servidor teve os dados do celular comprometidos e perdeu o acesso aos aplicativos das instituições financeiras em que mantinha conta. Pouco tempo depois, o policial passou a receber alertas no aparelho informando a realização de transações não autorizadas, incluindo transferências bancárias via PIX e a contratação indevida de empréstimos.


Impossibilitado de acessar os canais bancários para verificar o saldo e bloquear as operações, o homem não conseguiu precisar o valor total do prejuízo financeiro provocado pela ação dos criminosos. A ocorrência foi formalizada na Central de Flagrantes como furto qualificado por meio de fraude, e o caso foi encaminhado para apuração e identificação dos autores junto às equipes do 2º Distrito Policial de Rio Preto.







