segunda, 13 de julho de 2026

Policial cobre com o próprio casaco menino que sobreviveu a acidente que matou mãe grávida na SP-310

Um ato de empatia em meio a uma tragédia comoveu as redes sociais após uma colisão frontal entre dois carros na Rodovia Feliciano Sales Cunha, em Poloni, na madrugada do último domingo, dia 7 de junho. O acidente provocou a morte imediata de Emily Salvione Correia, de 31 anos, que estava grávida, e do jovem Leonardo José Moraes, de 23 anos, motorista do outro veículo. Durante o trabalho de socorro no local da batida, um policial militar foi filmado tirando a própria blusa de frio da farda para aquecer e acalmar o filho de Emily, um menino de apenas sete anos que havia acabado de ser retirado das ferragens.

O soldado Edvan Moriel Lima de Souza, de 30 anos, relatou que sua equipe encontrou um cenário desolador ao chegar ao trecho da rodovia, já que um dos automóveis havia começado a pegar fogo devido à violência do impacto. Antes da chegada das viaturas, um casal que passava pelo local conseguiu retirar o garoto do banco de trás. A criança estava consciente, mas em estado de choque e com ferimentos na cabeça. Ao ver o menino ser colocado na maca do serviço de resgate tremendo de frio e assustado, o policial não hesitou em usar seu casaco para protegê-lo, tentando amenizar o sofrimento daquele momento.

Emily dirigia o veículo acompanhada de seu pai, de 54 anos, e do filho de sete anos. No outro carro, além de Leonardo, viajava o irmão dele, de 27 anos. Os sobreviventes foram inicialmente levados para a Santa Casa de Monte Aprazível e depois transferidos para o Hospital de Base de São José do Rio Preto. O menino de sete anos e o irmão de Leonardo receberam atendimento médico e ganharam alta ainda no domingo, enquanto o pai de Emily permanecia internado para exames e cuidados específicos.

Apesar dos elogios e da grande repercussão do vídeo na internet, o soldado Edvan fez questão de rejeitar o rótulo de herói, classificando seu gesto como uma reação natural que qualquer colega de farda ou cidadão teria diante de uma criança indefesa. Ele também dividiu os méritos do atendimento com seu parceiro de patrulha, cabo Silva, com os profissionais do Samu e, principalmente, com o casal anônimo que agiu rápido para tirar o menino do carro antes que as chamas consumissem o veículo, ressaltando que todos trabalharam unidos para salvar o máximo de vidas possível naquela noite triste.

Notícias relacionadas