

Três policiais militares foram punidos com penas de 10 a 15 dias de prisão administrativa após uma foto deles comendo marmitas na rua ter viralizado nas redes sociais. A Corregedoria da Polícia Militar alegou que a punição é resultado de os policiais “desrespeitarem uma ordem de superior hierárquico” e de a imagem ter “afrontado a autoridade da corporação”.

O Contexto do Incidente
O caso aconteceu em 26 de dezembro de 2019, em Osasco, na Grande São Paulo. Na ocasião, um grupo de quatro policiais participava da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), um serviço extra ao expediente normal. Segundo o advogado de dois dos policiais, Ricardo Massola, os agentes estavam com fome depois de horas de trabalho, mas um comandante da Dejem os proibiu de usar o refeitório de um quartel próximo para não desguarnecer o posto de serviço.
Com a proibição, os policiais decidiram comprar marmitas e comeram de pé, na calçada. Uma das agentes, que estava em período menstrual, precisou inclusive deixar o local rapidamente para se trocar.
A Foto e as Alegações da Defesa e da Corregedoria
Um dos policiais tirou uma foto do momento como forma de provar que o grupo não havia abandonado o posto de trabalho para comer no refeitório. No entanto, a imagem vazou e repercutiu nas redes sociais, gerando um processo administrativo.
A Corregedoria da PM entendeu que a fotografia foi uma ação “premeditada” com o propósito de “comprometer a imagem da instituição”, sugerindo condições de trabalho desumanas. A defesa, em contrapartida, argumenta que a foto era apenas um registro para a própria segurança dos agentes.
Inicialmente, a Corregedoria chegou a recomendar a expulsão de três dos quatro policiais, mas a decisão foi revertida em sanções administrativas. Um dos policiais envolvidos, no entanto, renunciou ao cargo. A pena de prisão administrativa será cumprida nos quartéis onde os policiais estão lotados, com início no fim de agosto.















