


Quatro policiais militares e um ex-agente aposentado sentaram no banco dos réus na tarde desta terça-feira (29) para responder por acusações de lavagem de dinheiro, agiotagem e participação em organização criminosa. O julgamento é conduzido pelo Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo (TJMSP), após o grupo ter sido preso em maio de 2025 durante uma operação deflagrada pela Corregedoria da corporação na região de São José do Rio Preto.

As investigações apontam que o grupo atuava de forma violenta em um esquema clandestino que envolvia cobrança ilegal de valores, empréstimos com juros abusivos e até homicídios de aluguel. Entre os crimes atribuídos à quadrilha está a execução de um pintor ocorrida em um condomínio residencial no bairro Jardim Itapema, na Zona Norte de Rio Preto, onde a vítima foi surpreendida e alvejada por dois homens armados assim que desembarcou de seu veículo.
Os réus — três sargentos, um cabo e um policial aposentado — aguardavam o andamento do processo recolhidos no Presídio Romão Gomes, na capital paulista. Durante a sessão, o Conselho de Sentença analisa as acusações formalizadas pelo Ministério Público quanto aos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha, confrontando as teses com os argumentos apresentados pela defesa dos acusados.









