

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na noite desta última quarta-feira (21), a terceira grande apreensão de mercadorias irregulares em janeiro no trecho de São José do Rio Preto da BR-153. O foco principal da fiscalização foi novamente o transporte ilegal de tirzepatida, substância utilizada no tratamento de diabetes e controle de peso, que vem sendo alvo constante de contrabandistas na região. O veículo interceptado saiu de Foz do Iguaçu (PR) com três ocupantes e transportava itens eletrônicos, vinhos e uma carga oculta de medicamentos sem autorização legal.

Durante a abordagem inicial, os policiais encontraram no porta-malas produtos como celulares, iPads e garrafas de vinho que pareciam estar em situação regular. No entanto, o nervosismo dos passageiros levou a equipe a realizar uma vistoria minuciosa na base da corporação. Escondidas em um fundo falso, os agentes localizaram 104 ampolas de tirzepatida, além de anabolizantes e iPhones. O caso foi encaminhado à Polícia Federal, onde um dos homens foi preso em flagrante após assumir a propriedade dos itens, enquanto os outros dois foram liberados mediante o pagamento de fiança.
Este episódio reforça uma tendência preocupante observada pela PRF na rodovia neste início de ano. Somente nos primeiros vinte dias de janeiro, mais de 900 ampolas dessa medicação foram apreendidas em três ocorrências distintas, todas vindas da fronteira com o Paraguai. Em casos anteriores, as cargas foram avaliadas em centenas de milhares de reais e tinham como destino cidades em Goiás e Minas Gerais, evidenciando uma rota estruturada para o comércio ilegal dessas substâncias no mercado brasileiro.
As autoridades alertam que o consumo desses produtos transportados de forma clandestina gera sérios riscos à saúde pública. Como a tirzepatida exige condições rigorosas de temperatura e armazenamento, o transporte improvisado pode comprometer a eficácia do remédio ou causar contaminações perigosas. A orientação é que pacientes adquiram medicamentos apenas em canais oficiais e com prescrição médica, evitando produtos de origem duvidosa que circulam fora do controle da Anvisa.









