

Uma série de operações policiais realizadas ao longo desta semana em Potirendaba resultou na recuperação de 70 cabeças de gado que haviam sido furtadas em diversas cidades do Noroeste Paulista. As ações, conduzidas pela Polícia Ambiental e pela Polícia Civil, revelaram um esquema de receptação que envolve propriedades rurais da região e um produtor local, que agora é o foco das investigações. Os animais recuperados pertencem a pecuaristas de municípios como Ilha Solteira, Mesópolis e Tabapuã, evidenciando o alcance da rede criminosa.

A maior parte da apreensão ocorreu na quarta-feira (4), quando os agentes localizaram 68 bovinos em duas propriedades diferentes. A primeira diligência encontrou 43 animais furtados em Ilha Solteira, identificados pelas marcas de propriedade do dono original. Logo em seguida, a polícia localizou outras 25 cabeças de gado que haviam sido levadas de uma fazenda em Mesópolis no início de janeiro. Na quinta-feira (5), o caso ganhou novos desdobramentos quando o mesmo produtor rural foi flagrado com mais quatro animais de origem ilícita em fazendas situadas em Potirendaba e Cedral.
Apesar da recorrência das apreensões, o produtor rural investigado foi liberado após prestar depoimento em todas as quatro ocasiões em que foi detido nesta semana. Inicialmente, alguns registros foram feitos sem caráter criminal imediato, e em nenhum dos episódios foi estipulada fiança pela autoridade policial de plantão. Atualmente, os casos foram unificados e são formalmente investigados pela Delegacia de Polícia de Potirendaba como crime de receptação, cuja pena pode chegar a quatro anos de prisão.
A Polícia Civil trabalha agora para apurar se existe uma organização criminosa estruturada para o furto e a revenda de gado por valores abaixo do mercado na região. Potirendaba tem sido acompanhada de perto pelas autoridades devido ao histórico de crimes semelhantes e prisões anteriores por formação de quadrilha. Enquanto a Secretaria de Segurança Pública aguarda o avanço do inquérito para se manifestar, o setor agropecuário local permanece em alerta sobre a importância de fiscalizar a procedência dos animais adquiridos.









