quarta, 15 de julho de 2026

Polícia prende segundo suspeito de matar motorista de aplicativo em Rio Preto

A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira, dia 7 de julho, o segundo suspeito de envolvimento no assassinato de um motorista de aplicativo, morto com um tiro na cabeça em São José do Rio Preto. O jovem de 19 anos estava foragido e foi localizado escondido na casa de uma tia, no bairro Santo Antônio. De acordo com as investigações, ele contou com a ajuda de um adolescente de 17 anos para render a vítima durante uma corrida de rotina. O menor de idade já havia sido apreendido pelas autoridades no dia seguinte ao crime.

A vítima, Wilsiano Soares Novaes Teixeira, de 43 anos, foi baleada no dia 11 de junho. Após ser atingido na cabeça, o motorista perdeu o controle da direção e bateu o carro contra um poste de iluminação pública, morrendo ainda no local. Imagens de câmeras de segurança da rua registraram o momento exato em que os dois suspeitos saíram correndo e fugiram do veículo logo após os disparos. O caso foi registrado oficialmente como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, porque a polícia identificou que houve uma discussão por dinheiro momentos antes do disparo.

Conforme os depoimentos colhidos pela investigação, o desentendimento começou por causa de apenas dois reais. O adolescente relatou à polícia que entregou uma nota de 20 reais para pagar a viagem e exigiu o troco de dois reais, dando início a uma discussão com o motorista. O menor, que já tem passagens na polícia por tráfico de drogas e roubo, alegou ainda que estava assustado por achar que estava sendo procurado pela Justiça e que imaginou que o condutor do carro fosse um policial civil disfarçado.

Após o assassinato, o adolescente jogou fora a pistola usada no crime, que até o momento não foi localizada pelas equipes de segurança. Ele possuía uma ordem de internação de 45 dias expedida pela Justiça por outro motivo e foi encaminhado diretamente para a Fundação Casa. A prisão do rapaz de 19 anos ocorreu após a polícia conseguir um mandado de prisão temporária na Justiça, mas a identidade dele e a sua versão sobre os fatos ainda não foram divulgadas pelos investigadores.

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