

A Polícia Civil prendeu em flagrante um casal de 21 anos, composto pela mãe e pelo padrasto, suspeito de assassinar um bebê de apenas um ano e dois meses em Sorocaba, no interior de São Paulo. A prisão aconteceu após o menino dar entrada em um hospital local com diversos ferimentos espalhados pelo corpo e sinais claros de agressão física. Apesar do socorro médico, a criança não resistiu à gravidade das lesões e morreu dentro da unidade de saúde.

No primeiro momento, os responsáveis alegaram aos médicos que o bebê havia sofrido um engasgo doméstico. Contudo, a equipe de saúde desconfiou da história ao realizar exames clínicos na vítima, que revelaram um quadro grave de traumatismo craniano e outros machucados severos, totalmente incompatíveis com um sufocamento por alimento. Os ferimentos levantaram o alerta de que o menino vinha sofrendo agressões físicas constantes e recorrentes. Diante da gravidade dos fatos, os médicos acionaram as autoridades policiais, e a investigação agora apura também se o bebê foi vítima de violência sexual antes de morrer.
A suspeita de maus-tratos contínuos ganhou ainda mais força com depoimentos de familiares, que relataram à polícia que o garoto aparecia com hematomas frequentes há meses. Além disso, peritos criminais foram até a residência onde a família morava e encontraram marcas e vestígios de sangue espalhados por diferentes cômodos do imóvel, reforçando a tese de espancamento. Com base nas evidências coletadas, o casal foi autuado por homicídio qualificado. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que aguarda a liberação dos laudos detalhados do Instituto Médico Legal (IML) para concluir o inquérito e encaminhá-lo à Justiça.







