sexta, 17 de abril de 2026

Polícia investiga denúncia de professora que teria queimado alunos com cola quente em Birigui

Foto: Reprodução/TV TEM

A Polícia Civil de Birigui abriu um inquérito para investigar uma professora de artes da Escola Municipal Geni Leite, suspeita de ferir estudantes com cola quente. O caso veio à tona após mães de alunos procurarem a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) nesta segunda-feira (16) para relatar que seus filhos, de cerca de 10 anos, apresentavam queimaduras nas mãos. Os depoimentos sugerem que as agressões teriam sido cometidas de forma intencional como uma espécie de “punição” ou condição para que as crianças pudessem realizar atividades básicas.

Um dos relatos mais detalhados descreve que um aluno teria sido atingido pela substância aquecida ao pedir para ir ao banheiro. Segundo a mãe da criança, o menino explicou que a professora estabeleceu como regra aplicar a cola quente nos dedos dos estudantes que precisassem sair da sala. Outra denúncia aponta que um segundo aluno teria sido obrigado a ir à frente da classe e estender as mãos para receber o produto quente após não ter ouvido uma instrução da docente. De acordo com o registro policial, há relatos de que a profissional teria rido da situação enquanto outros alunos também eram atingidos.

Diante da gravidade das acusações, a Secretaria Municipal de Educação de Birigui informou que já determinou a abertura imediata de uma sindicância investigatória. A Corregedoria do Município foi acionada para acompanhar o caso e garantir uma apuração rigorosa dos fatos. Em nota oficial, a administração municipal afirmou que não compactua com nenhuma conduta que coloque em risco a integridade física ou emocional dos alunos e reforçou seu compromisso com a segurança das crianças na rede de ensino.

Até o momento, pelo menos três boletins de ocorrência foram registrados, mas a polícia não descarta a existência de outras vítimas, já que pais mencionaram que outros cinco estudantes podem ter passado por situações semelhantes. A professora foi afastada de suas funções enquanto as investigações prosseguem. O caso é acompanhado com prioridade pelas autoridades locais, que buscam esclarecer as circunstâncias das agressões e garantir que as medidas cabíveis sejam aplicadas.

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