


A Delegacia de Investigações Gerais de Praia Grande investiga sob sigilo a morte do casal Ieda Simplício, de 62 anos, e Fabiana Nogueira, de 47. As duas mulheres negras e pertencentes à comunidade LGBTQ+ estavam desaparecidas desde 9 de julho e foram encontradas mortas no último sábado, enterradas em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente. A Polícia Civil informou que trata o caso como prioridade e aguarda os laudos dos exames periciais e necroscópicos para avançar na identificação e prisão dos responsáveis pelo crime.

A brutalidade do caso provocou forte reação de lideranças políticas e movimentos sociais, que cobram a apuração do duplo homicídio sob a perspectiva de feminicídio, lesbocídio e racismo. Entidades ligadas aos direitos humanos apontam que a motivação por ódio precisa ser considerada no processo investigação para evitar a impunidade e assegurar que a violência contra mulheres lésbicas não seja invisibilizada. Nas redes sociais, ativistas e representantes públicos cobraram atuação rigorosa do Estado e destacaram a urgência de políticas efetivas de combate à violência de gênero e de orientação sexual no país.







