quarta, 13 de maio de 2026

Polícia intensifica buscas por primas desaparecidas e procura suspeito foragido

O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, completou duas semanas nesta terça-feira sob um clima de angústia e mistério. As jovens foram vistas pela última vez em 21 de abril, quando saíram de Cianorte, no noroeste do Paraná, para uma festa em Maringá. O principal suspeito de envolvimento no caso é Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que está com a prisão decretada e é considerado foragido pela Justiça.

De acordo com as investigações lideradas pelo delegado Luís Fernando Alves Silva, as primas planejavam ir a uma festa e, na sequência, visitar praias de água doce em Porto Rico. Elas foram apanhadas em uma caminhonete preta por Clayton, que se apresentava falsamente com o nome de “Davi” para esconder que já era procurado por crimes anteriores. Embora uma foto tenha sido publicada nas redes sociais na madrugada do desaparecimento, o sinal das jovens e do suspeito desapareceu da internet logo depois, com registros indicando que o homem teria passado por Maringá nos dias seguintes.

Atualmente, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio, embora também investigue crimes de sequestro e cárcere privado. Fortes indícios apontam que o suspeito, conhecido pelos apelidos de “Sagaz” ou “Dog Dog”, teria agido sozinho. Na última semana, uma força-tarefa composta por policiais civis e militares realizou buscas em terrenos na cidade de Paranavaí após receber pistas, mas nada foi encontrado. O caso é tratado como prioridade máxima pela Secretaria de Segurança do Paraná, que analisa imagens de câmeras de segurança e dados de inteligência para traçar a rota do veículo.

Enquanto as autoridades mantêm o sigilo das investigações, as famílias vivem dias de desespero. Ana Erli Melegari, mãe de Sttela, relatou que a filha nunca ficava sem dar notícias e mantinha contato frequente por chamadas de vídeo, especialmente para falar com a irmã caçula, de apenas dois anos. Apesar do cenário pessimista traçado pelas linhas de investigação, Ana mantém a esperança. Em um desabafo emocionante, ela afirmou sentir que as jovens estão vivas, mas teme que estejam sofrendo em algum cativeiro. A família pede que qualquer informação sobre o paradeiro das garotas seja compartilhada para encerrar o período de incertezas.

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