

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte do motorista de aplicativo Wilsiano Soares Novaes Teixeira, de 43 anos, e indiciou Davi Santos da Costa, de 19 anos, pelos crimes de latrocínio, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. O jovem, que havia sido preso temporariamente no dia 7 de julho na casa de uma tia, agora pode ter a prisão convertida em preventiva a pedido do delegado responsável pelo caso, que já encaminhou o inquérito ao Ministério Público.

O crime ocorreu em 11 de junho, quando a vítima foi atingida por um disparo na cabeça dentro do próprio veículo durante uma corrida em São José do Rio Preto. Após ser baleado, o motorista perdeu o controle do automóvel e colidiu contra um poste de iluminação pública, morrendo no local. Segundo a investigação, as agressões começaram após uma discussão sobre o pagamento do serviço e o troco da viagem, caracterizando a intenção de roubo seguida de morte.
As apurações apontam que Davi agiu em conjunto com um adolescente de 17 anos, que já tinha passagens por tráfico e roubo. O menor foi apreendido um dia após o homicídio e encaminhado à Fundação Casa. Em depoimento, o adolescente alegou ter confundido a vítima com um policial civil e confessou ter se desfazer da pistola usada no crime, objeto que ainda não foi localizado pelas autoridades. Câmeras de segurança registraram o momento em que a dupla fugiu pelas janelas do carro logo após o ataque.









