segunda, 20 de abril de 2026

Polícia Federal mantém conclusão de que não houve interferência de Bolsonaro na corporação

A Polícia Federal (PF) finalizou a revisão do inquérito que apurava uma suposta tentativa de interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro na instituição e, mais uma vez, concluiu que não existem provas de prática criminosa. A investigação havia sido retomada por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após as antigas acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro, que alegava ter sofrido pressões políticas para a troca de cargos de comando na corporação.

Mesmo sob a nova gestão do governo atual, a análise técnica da PF seguiu o entendimento anterior de que os elementos reunidos não são suficientes para sustentar uma denúncia penal. O delegado responsável pelo caso reforçou que todas as diligências realizadas desde o início dos fatos não apresentaram provas concretas que permitissem a responsabilização do ex-presidente. Durante o processo de revisão, a PF chegou a solicitar acesso a materiais de outros inquéritos, mas o STF informou que não foram encontrados indícios relacionados a este caso específico.

O relatório atualizado agora está nas mãos do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Caberá a ele analisar os documentos e decidir se o caso deve ser arquivado de forma definitiva ou se ainda há necessidade de novas etapas de investigação. O desfecho encerra um ciclo de revisões sobre um dos temas que marcou a relação entre o Executivo e o Judiciário nos últimos anos, mantendo o posicionamento da polícia de que as suspeitas originais não se transformaram em evidências de crime.

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