

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, órgão ligado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, acionou formalmente a Polícia Federal para investigar a autoria e o alcance de um ataque cibernético que assustou cidadãos em várias regiões do Brasil. A principal linha de trabalho dos investigadores aponta para uma ação hacker coordenada. Como medida de precaução, a plataforma responsável pelos disparos de mensagens foi desativada temporariamente. O governo federal informou que equipes técnicas trabalham para restabelecer o sistema e reativá-lo assim que todas as garantias de segurança digital forem preenchidas.

O incidente ocorreu na madrugada deste sábado, por volta de 1h30, quando milhares de pessoas receberam uma notificação sonora em seus celulares na categoria de “alerta extremo”. O sinal, acompanhado por um som de sirene em alto volume, trazia apenas a palavra “misantropia”, conceito que define o sentimento de aversão ou ódio à raça humana. A escolha da palavra e o horário do disparo geraram grande repercussão e dúvidas entre os usuários de telefonia móvel.
A ferramenta afetada foi desenvolvida especificamente para avisar populações em áreas de risco sobre desastres naturais iminentes, como grandes temporais, deslizamentos de terra ou enchentes. Durante o processo de implementação do sistema, no segundo semestre do ano passado, o governo realizou diversos testes práticos para calibrar o funcionamento da tecnologia. O serviço opera de forma automática e não exige que o cidadão faça nenhum tipo de cadastro, já que as mensagens são transmitidas com base na localização geográfica do aparelho pelas redes de conexão 4G e 5G. Por se tratar de um aviso de urgência máxima, o protocolo do alarme é programado para emitir som mesmo que o telefone esteja configurado no modo silencioso.










