quarta, 15 de julho de 2026

Polícia Federal faz busca na casa de Bolsonaro após divergência sobre entrega de armas

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira, dia 8, uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. A varredura, que buscou por armas, munições e documentos de registro, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial foi emitida após o magistrado identificar contradições e a falta de armamentos que deveriam ter sido entregues voluntariamente pelo ex-presidente na semana passada.

A obrigação de entregar as armas foi estabelecida na última sexta-feira, quando o ministro manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. Na ocasião, a defesa do ex-presidente informou que oito armamentos estavam guardados sob a custódia da Polícia do Exército. Contudo, ao transferir o arsenal para a Polícia Federal, os militares informaram que possuíam apenas seis armas sob seus cuidados, gerando um impasse sobre o paradeiro do restante do material.

A investigação aponta que uma das armas que faltavam, um revólver calibre 9mm, já havia sido apreendida no mês passado com um dos seguranças de Bolsonaro durante uma blitz de trânsito, episódio que fez o ministro cassar todas as autorizações de posse e porte do ex-presidente. Em relação à última arma pendente, uma carabina, os advogados alegaram que ela foi recebida como presente e estaria armazenada em uma importadora no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, sem nunca ter sido retirada. Alexandre de Moraes rejeitou a justificativa por falta de documentos comprobatórios e afirmou ser imprescindível a busca domiciliar para garantir o cumprimento da lei e afastar qualquer dúvida sobre a posse de armamentos, direta ou indiretamente, por parte do condenado.

De acordo com uma publicação feita na rede social X pelo advogado João Henrique de Freitas, membro da equipe de defesa de Jair Bolsonaro, os agentes da Polícia Federal não encontraram nenhuma arma ou munição na residência durante a inspeção desta quarta-feira. O defensor público classificou a medida como lamentável, criticando o fato de um ex-chefe do Executivo federal ainda ser submetido a esse tipo de ação policial. O arsenal registrado em nome do ex-presidente inclui diversos modelos de pistolas de marcas como Taurus, Glock e SIG-Sauer, além de espingardas e fuzis de calibres tanto permitidos quanto de uso restrito pelas forças de segurança.

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