sábado, 14 de março de 2026

Polícia Federal desarticula quadrilha especializada em assaltos a agências bancárias

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), as operações “Azelha” e “Rapel II” com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa focada em roubos e furtos qualificados contra agências da Caixa Econômica Federal. A ação, que mobiliza cerca de 50 policiais federais, cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores, nas cidades paulistas de Mauá e São Carlos. As investigações indicam que o grupo atuava de forma coordenada e violenta, tendo causado prejuízos que ultrapassam a marca de R$ 2 milhões em apenas duas das ações monitoradas.

O trabalho investigativo contou com o suporte do setor de segurança da própria Caixa para identificar o padrão de atuação dos criminosos, que utilizavam armas de fogo e faziam funcionários reféns durante as invasões. Um dos crimes que ajudou a traçar o perfil da quadrilha ocorreu em julho de 2025, no município de Monte Alto. Naquela ocasião, quatro homens armados invadiram uma unidade bancária e mantiveram 17 funcionários presos em uma sala por cerca de 40 minutos. A ousadia do grupo chamou a atenção, pois os assaltantes fugiram pelo teto do prédio utilizando cordas, carregando aproximadamente R$ 1 milhão.

Na época do assalto em Monte Alto, as autoridades destacaram que os criminosos demonstraram um conhecimento detalhado da planta do edifício e da rotina dos trabalhadores, o que sugeria um planejamento rigoroso e monitoramento prévio. Após o crime, o veículo usado na fuga foi encontrado incendiado em uma zona rural, uma tática comum para destruir evidências. Embora as vítimas tenham ficado abaladas emocionalmente e precisado de apoio médico, ninguém sofreu ferimentos físicos durante aquela investida.

Com o cumprimento dos mandados judiciais nesta quinta-feira, a Polícia Federal busca agora consolidar as provas contra os líderes do bando e identificar outros possíveis colaboradores que davam suporte logístico aos ataques. As medidas de sequestro de bens visam desestruturar o braço financeiro da organização, impedindo que o dinheiro roubado seja reinvestido em novas ações criminosas. As investigações continuam em andamento para garantir que todos os responsáveis respondam pelos crimes de roubo majorado e organização criminosa.

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