sábado, 4 de julho de 2026

Polícia Federal conclui que Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra Lula

A Polícia Federal (PF) encerrou uma investigação e concluiu que o senador Flávio Bolsonaro cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão consta no relatório final de um inquérito que foi aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar declarações feitas pelo parlamentar na internet. Com o fim dos trabalhos policiais, o caso foi enviado de volta ao STF e o próximo passo será o encaminhamento dos documentos para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá quais medidas judiciais serão tomadas.

A investigação teve como foco uma postagem feita por Flávio Bolsonaro na rede social X no dia 3 de janeiro de 2026, data em que o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado por autoridades dos Estados Unidos. Na ocasião, o senador escreveu em seu perfil que o presidente brasileiro seria delatado e associou o nome de Lula e do Foro de São Paulo a crimes graves, mencionando práticas como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras, além de fraude em eleições.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, o congressista atribuiu crimes falsos ao chefe do Executivo, sem apresentar qualquer tipo de prova. Os investigadores apontaram que ficou evidente que o senador utilizou a publicação para acusar o presidente do cometimento de delitos que estão expressamente previstos e punidos pela legislação penal brasileira, configurando assim o crime de calúnia. A reportagem tentou contato com a equipe de assessoria de Flávio Bolsonaro para obter o posicionamento oficial do parlamentar, mas não recebeu retorno até o momento, permanecendo o espaço aberto para futuras manifestações.

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