

A Polícia Civil realizou no dia 2 de março de 2026 o resgate de um cão que se encontrava em situação grave de abandono e maus-tratos no município de Ouroeste. A ação contou com o acompanhamento de uma ONG local, da Coordenadoria de Bem-Estar Animal e da médica veterinária da Unidade de Controle de Zoonoses.

De acordo com as informações, as equipes foram acionadas após diversas denúncias apontarem que o animal vinha sendo visto solto pelas ruas, apresentando piora progressiva no estado de saúde. Testemunhas relataram que o cão passou a cambalear pelas vias públicas e, poucos dias depois, já não conseguia mais caminhar, permanecendo deitado na calçada.
Mesmo após orientações para que a tutora buscasse atendimento veterinário, a situação não foi regularizada. Uma denunciante que esteve no local encontrou o animal caído, extremamente debilitado, com uma ferida infestada por larvas e sem acesso a água ou alimento.
Durante a averiguação realizada no dia 2 de março, os policiais e a equipe técnica localizaram o cão nos fundos da residência. O animal estava deitado sobre um colchão sujo, cercado por fezes e urina, sem qualquer proteção contra o sol ou chuva e sem fontes de água ou comida. Além disso, apresentava estado severo de magreza, lesões graves e não conseguia se levantar.
A tutora não estava presente no momento da fiscalização. Diante da situação de abandono e do estado crítico do animal, foi realizado o resgate imediato para que ele recebesse atendimento adequado.
O caso configura crime de maus-tratos a animais, previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que pune atos de abuso, ferimentos, abandono, privação de alimento, água ou cuidados essenciais, além de manter o animal em ambiente insalubre ou sem proteção adequada.









