

Uma operação realizada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Deic de São José do Rio Preto resultou na prisão de uma mulher em Guapiaçu, suspeita de fazer parte de uma organização criminosa especializada no furto de maquinários de grande porte. A ação faz parte de um desdobramento de investigações que começaram no Ceará, em setembro do ano passado, após uma sequência de crimes envolvendo o furto de módulos eletrônicos e painéis de controle de máquinas pesadas, itens considerados de alto valor e com grande procura no mercado clandestino.

As apurações apontam que o grupo operava de maneira estruturada em diversos estados do Nordeste, incluindo Paraíba e Pernambuco, mas mantinha uma base de integrantes na região de Rio Preto. Em outubro de 2025, uma força-tarefa entre as polícias de São Paulo e do Ceará já havia prendido seis pessoas ligadas à quadrilha. Com o avanço das provas colhidas pela Justiça de Pernambuco, novos mandados foram expedidos e cumpridos nesta fase da operação. Além da mulher detida em Guapiaçu, outros quatro suspeitos que já estavam no sistema prisional, em unidades como o CDP local e a Penitenciária de Andradina, tiveram novas ordens de prisão formalizadas.
De acordo com a Polícia Civil, a organização já era monitorada desde 2024 por furtos qualificados de equipamentos agrícolas e maquinários utilizados em grandes obras de infraestrutura nacional, como as frentes de trabalho da transposição do Rio São Francisco. A atuação do grupo não apenas gerou prejuízos financeiros milionários para as empresas proprietárias dos veículos, mas também causou impactos sociais, uma vez que o furto das peças essenciais provocou atrasos em cronogramas de obras públicas fundamentais para a população.
Os investigadores ressaltam que a facilidade de comercialização dessas peças eletrônicas era o principal atrativo para os criminosos, que agiam de forma coordenada entre diferentes regiões do país. Com a prisão da suspeita e a formalização dos novos mandados contra os detentos, a polícia espera desarticular definitivamente o braço logístico da organização que operava no interior paulista, enquanto as autoridades nordestinas seguem com as buscas por outros possíveis envolvidos no esquema.








