

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo, batizada de Operação Blackout, resultou na prisão de dois homens suspeitos de participar de um megafurto em uma empresa metalúrgica na zona leste da capital paulista. O crime, ocorrido entre a noite de 11 e a madrugada de 12 de abril, envolveu o roubo de quase 11 toneladas de cobre e latão, além de veículos e ferramentas modernas, gerando um prejuízo estimado em R$ 700 mil para os proprietários do estabelecimento. As prisões foram efetuadas por policiais do 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), que cumpriram mandados de busca e apreensão nos bairros de São Domingos, na zona oeste, e Cidade A.E. Carvalho, na zona leste.

As investigações apontam que o crime foi minuciosamente planejado por um grupo de pelo menos 14 pessoas que sabiam exatamente como driblar a segurança. Um dos presos, que trabalha como eletricista, usou um uniforme idêntico ao de uma concessionária de energia para cortar o fornecimento de luz da empresa sem levantar suspeitas. Com o apagão, as câmeras de segurança e os alarmes pararam de funcionar, permitindo que os criminosos arrombassem os portões e usassem chaves falsas para invadir o galpão principal. Na casa desse eletricista, os policiais apreenderam seis medidores de energia sem procedência, o que fez com que ele também fosse autuado pelo crime de receptação.
O segundo homem detido na operação é o proprietário de um dos caminhões utilizados pela quadrilha para transportar a enorme carga de metais. Ele, que já tem passagem pela polícia por crimes contra o patrimônio, acabou sendo preso em flagrante após os agentes encontrarem uma arma de fogo ilegal e porções de drogas em sua residência. A proprietária da metalúrgica só percebeu a invasão na manhã seguinte, ao encontrar o local completamente revirado e notar a falta de computadores, televisores, mais de 300 serpentinas de cobre e maquinários de precisão.


A Polícia Civil informou que o trabalho de inteligência já conseguiu identificar outros dois suspeitos, que foram os motoristas responsáveis por dirigir os veículos que deram fuga ao grupo e ajudaram a escoar o material furtado. O caso segue sob registro no 42º Distrito Policial, e os investigadores continuam trabalhando para rastrear o destino dos metais e localizar o restante da organização criminosa envolvida no ataque à metalúrgica.







