

A Polícia Civil de Santa Catarina abriu um inquérito para apurar o que provocou a morte do advogado Rodrigo Pantaleão, de 53 anos. O corpo do profissional foi localizado na manhã da última quinta-feira, dia 25 de junho, dentro de sua casa no bairro Itacorubi, em Florianópolis. O advogado ganhou repercussão nacional recentemente na internet após adotar uma postura polêmica e pedir a condenação de seu próprio cliente durante um julgamento.

A Polícia Militar chegou até a residência após ser acionada por vizinhos que notaram um forte cheiro vindo de dentro do imóvel. Ao entrarem no local, os policiais encontraram o homem já sem vida. Na casa também estavam dois cachorros de grande porte, que foram resgatados e acolhidos pela Diretoria de Bem-Estar Animal da prefeitura de Florianópolis. O caso foi direcionado para a Delegacia de Homicídios e, de acordo com as primeiras análises, o corpo não tinha marcas visíveis de violência. O motivo exato da morte só será conhecido após a liberação dos exames e laudos do Instituto Médico Legal.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina informou que está monitorando de perto o trabalho dos investigadores. O presidente da entidade, Juliano Mandelli, lamentou o falecimento e afirmou que a instituição vai cobrar punição rigorosa caso os exames apontem que a morte foi um crime motivado pelo exercício da profissão. Antes do ocorrido, a OAB estadual já havia aberto um processo interno para analisar a conduta ética de Pantaleão devido ao episódio no tribunal.


O caso que tornou o advogado conhecido aconteceu em uma audiência virtual no fim de maio. Na ocasião, seu cliente respondia por tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Na hora de defender o acusado, Pantaleão surpreendeu a juíza ao concordar com a Promotoria de Justiça e pedir que o réu fosse condenado. A magistrada responsável pelo caso interrompeu a sessão na mesma hora, explicando que todo cidadão tem direito a uma defesa verdadeira na Justiça, mesmo que confesse o crime. Diante disso, o Tribunal de Justiça anulou aquela etapa do processo para que o réu recebesse um novo defensor e o julgamento pudesse recomeçar de forma correta.







