sábado, 14 de março de 2026

Polícia Civil investiga assassinato de auxiliar de limpeza em Andradina; namorado é suspeito

Um crime de feminicídio abalou os moradores do bairro Vila Mineira, em Andradina, na manhã desta quinta-feira (26). Simoni Trigueiro, uma auxiliar de limpeza de 38 anos, foi encontrada morta em sua residência com sinais de asfixia. O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, com quem ela mantinha um relacionamento há cerca de seis meses. De acordo com as autoridades, o homem teria entrado em contato com os próprios familiares para confessar o ato antes de fugir, motivando o acionamento imediato da Polícia Militar.

As investigações preliminares apontam que o histórico do suspeito já incluía passagens pela polícia por crimes contra a mulher. Ele havia sido detido anteriormente por outro feminicídio cometido na capital paulista, mas foi colocado em liberdade apenas seis meses após a prisão. No relacionamento com Simoni, o comportamento agressivo também já havia se manifestado; há cerca de 15 dias, a auxiliar de limpeza foi agredida pelo companheiro. Na ocasião, no entanto, ela não chegou a registrar um boletim de ocorrência ou solicitar medidas protetivas de urgência, pois sofria constantes ameaças de morte direcionadas a ela e aos seus familiares.

O corpo de Simoni foi localizado sobre a cama e a perícia técnica trabalha com a hipótese de que a morte tenha sido causada por esganadura. O caso agora está sob a responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Andradina, que realiza buscas intensas na região para localizar o paradeiro do agressor. A polícia busca também coletar depoimentos de vizinhos e parentes que possam ajudar a reconstruir os últimos momentos da vítima e entender a dinâmica da violência doméstica que culminou nesta tragédia.

A morte de Simoni reforça o alerta das autoridades de segurança pública sobre a importância de denunciar episódios de violência logo nos primeiros sinais, mesmo diante de ameaças. O silenciamento das vítimas, muitas vezes provocado pelo medo, acaba dificultando a intervenção do Estado em casos de reincidência criminal. Órgãos de proteção à mulher em Andradina e região seguem à disposição para oferecer suporte jurídico e psicológico, visando interromper ciclos de abuso antes que se tornem fatais.

Notícias relacionadas