segunda, 12 de janeiro de 2026

Polícia Civil indicia segurança por homicídio de empresário em Rio Preto

A Polícia Civil de São José do Rio Preto finalizou o inquérito sobre a morte do empresário Geovani Svolkin da Silva, de 30 anos, ocorrida durante um desentendimento em um bar da cidade no final de outubro. O relatório final da investigação resultou no indiciamento do segurança Keven Ígor Silveira Novaes, de 25 anos, por homicídio doloso qualificado. De acordo com as autoridades, o crime foi motivado por razões fúteis e executado com recurso que dificultou a defesa da vítima, detalhes reforçados por um laudo que indicou que o empresário foi atingido pelas costas.

Keven está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto desde o início de novembro, após ter sido localizado escondido na casa de seu pai, no município de Planalto. Em declarações anteriores, o segurança alegou que agiu em legítima defesa para proteger seus pais, que estariam sendo agredidos no momento da confusão. Entretanto, a Polícia Civil manteve o entendimento da intenção de matar, encaminhando o caso ao Ministério Público, que decidirá sobre a abertura do processo judicial.

A investigação também apontou que a briga envolveu agressões mútuas entre os grupos presentes. Por conta disso, a esposa, a cunhada e o irmão da vítima foram indiciados pelo crime de lesão corporal, acusados de agredir a mãe do segurança durante o tumulto. Diferente de Keven, os familiares de Geovani responderam ao processo em liberdade. O pai do segurança também foi alvo do inquérito e responderá por porte ilegal de arma de fogo, uma vez que a pistola calibre .40 utilizada no crime pertencia a ele, que possui registro de colecionador e atirador (CAC).

Com a entrega do inquérito, o Ministério Público agora analisa os depoimentos e as evidências coletadas, incluindo as imagens do circuito de segurança do estabelecimento. Embora o laudo pericial definitivo das gravações ainda esteja sendo finalizado, as provas colhidas até agora foram suficientes para o indiciamento dos envolvidos. O caso segue repercutindo na região, aguardando os próximos passos do sistema judiciário.

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