quarta, 15 de abril de 2026

Polícia Civil indicia empresário e gerente por golpe de R$ 2 milhões em revenda de veículos

A Polícia Civil de São José do Rio Preto encerrou o inquérito sobre um esquema de fraudes no setor automotivo e indiciou o empresário Rodrigo Júnior Veronezi e o gerente Emmanuel Alberto Benitez Saucedo. Os dois responderão pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro após uma investigação detalhada apontar que a dupla operava um sistema de vendas e consignações que deixou prejuízos superiores a R$ 2 milhões. Ao menos 37 vítimas foram identificadas diretamente pela polícia, entre compradores e antigos donos de carros, mas o número total de pessoas afetadas pode chegar a uma centena.

Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Jonathan Marcondes Stopa, o modelo de negócio consistia em atrair proprietários para deixarem seus veículos na loja sob a promessa de uma venda rápida e segura. No entanto, após receberem os automóveis, os suspeitos realizavam as vendas para terceiros, muitas vezes por meio de financiamentos bancários, sem comunicar ou repassar os valores aos verdadeiros donos. O esquema envolvia desde carros populares até modelos de luxo, com valores individuais que chegavam a 129 mil reais. A polícia descobriu que os suspeitos usavam plataformas digitais para buscar vítimas de forma ativa, tanto para captar veículos quanto para atrair novos compradores.

Durante o processo de investigação, foram realizados mandados de busca em endereços ligados aos envolvidos, onde agentes apreenderam equipamentos eletrônicos e documentos que passarão por perícia técnica. O empresário Rodrigo Veronezi, que chegou a ser considerado foragido, foi localizado e preso preventivamente no estado de Goiás. Ele aguarda transferência para o sistema prisional paulista. Já o gerente Emmanuel Saucedo responde ao processo em liberdade, mas deve cumprir medidas cautelares rigorosas, como a proibição de se ausentar da cidade e o comparecimento obrigatório à Justiça.

Para garantir que as vítimas possam ser ressarcidas futuramente, a Polícia Civil abriu um segundo inquérito focado exclusivamente na análise financeira do grupo. Esta nova etapa inclui pedidos de quebra de sigilo bancário e o bloqueio de bens para rastrear para onde o dinheiro foi enviado e se houve tentativa de ocultar patrimônio. O relatório final da investigação agora segue para o Ministério Público, que analisará as provas apresentadas para decidir se oferece a denúncia formal à Justiça, dando início ao processo criminal contra os indiciados.

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