

A Polícia Civil de São José do Rio Preto realizou, na manhã desta sexta-feira (27), a “Operação Mirror” para desarticular um grupo criminoso especializado em um sofisticado golpe que utilizava nomes de autoridades para extorquir vítimas. A ação ocorreu simultaneamente em Rio Preto, São Paulo e Guarulhos, resultando no cumprimento de mandados de busca em seis endereços ligados aos investigados. Durante as diligências, as equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) apreenderam documentos, cartões bancários e aparelhos celulares que reforçam as provas contra a organização.

O esquema, conhecido como “golpe do falso agente de polícia”, funcionava por meio de uma encenação elaborada que envolvia tecnologia e forte pressão psicológica. De acordo com o inquérito, os criminosos telefonavam para as vítimas fingindo ser agentes da Polícia Federal e alegavam que dados bancários delas haviam sido encontrados com um delegado preso por envolvimento com facções criminosas. Para dar veracidade à história, os golpistas afirmavam que as contas das vítimas estavam sendo usadas para lavagem de dinheiro e exigiam a assinatura de documentos falsos através do aplicativo oficial do governo federal.
A fraude avançava para uma etapa ainda mais realista: a simulação de uma audiência virtual. Utilizando plataformas de vídeo, os criminosos apareciam diante de banners e distintivos falsos da Polícia Federal. Um dos envolvidos chegava a se passar pelo Procurador-Geral da União para informar que os bens da pessoa estavam bloqueados, propondo um acordo financeiro imediato. Os golpistas prometiam que os valores depositados seriam devolvidos assim que a inocência fosse comprovada, enquanto proibiam as vítimas de buscar ajuda, alegando que elas estavam sendo monitoradas.
Segundo o balanço divulgado pela Polícia Civil, o grupo já fez mais de 50 vítimas em todo o estado de São Paulo, gerando um prejuízo acumulado que supera R$ 1 milhão. Após o recebimento das transferências em contas de empresas de fachada, os criminosos cortavam o contato. Os suspeitos identificados nesta sexta-feira foram encaminhados às delegacias locais para prestar depoimento, e a Polícia Judiciária segue com os trabalhos para identificar outros integrantes da rede e recuperar os valores subtraídos das vítimas.








