


A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira a Operação Cannabusiness para apurar um esquema suspeito de produção e comercialização ilegal de produtos à base de cannabis no interior de São Paulo. A ação, conduzida pelas delegacias de Rio Preto e Cedral, cumpre 11 mandados de busca e apreensão, além de determinações para sequestro de bens, valores e confisco de imóveis. As vistorias abrangem 14 municípios distribuídos pelas regiões de São José do Rio Preto, Bauru e Ribeirão Preto, incluindo cidades como Mirassol, Olímpia, Arealva e Ouroeste. Até o momento, o cumprimento dos mandados resultou em uma prisão em flagrante no bairro Higienópolis, em Rio Preto.

As investigações, iniciadas em fevereiro deste ano, apontam que os suspeitos utilizavam autorizações judiciais individuais do tipo salvo-conduto — concedidas exclusivamente para o cultivo e extração do óleo de canabidiol para uso próprio no tratamento de doenças graves — para desviar a finalidade do plantio. O material produzido estaria sendo distribuído e comercializado ilegalmente para diversas partes do país, como demonstrado pela apreensão prévia de uma carga de extrato de cannabis destinada à Grande São Paulo. Paralelamente, os policiais identificaram indícios de lavagem de dinheiro envolvendo pessoas físicas e uma associação espalhada pelo estado.
Além das ações voltadas à apuração dos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e ocultação de bens, a operação inclui uma ampla fiscalização em 25 plantações mantidas por pacientes autorizados pela Justiça Comum Federal. Mapeamentos da corporação indicam a presença de 27 locais de cultivo na região de Rio Preto, onde o volume estimado pode ultrapassar 3 mil plantas de cannabis. A varredura tem como objetivo checar o cumprimento das regras e normas sanitárias em vigor para garantir a conformidade dos cultivos autorizados.









