

A Polícia Civil finalizou o inquérito que apurava a morte do pescador Manoel Martines Mendes, de 30 anos, ocorrida em outubro do ano passado no Rio Turvo, na região da cachoeira do Talhadão, no distrito de Duplo Céu, em Palestina. O delegado responsável pelo caso, Luciano Birolli, decidiu não indiciar os quatro policiais ambientais envolvidos na ocorrência, encerrando a investigação por falta de provas que sustentem a tese de homicídio.

O caso tomou grande repercussão após uma mulher procurar os familiares do pescador alegando ter visto a abordagem e afirmando que o homem teria sido agredido e arremessado no rio pelos agentes. No entanto, o delegado apontou que o depoimento da testemunha permaneceu isolado e acabou desmentido pelo conjunto de provas e demais depoimentos colhidos ao longo do processo. Paralelamente, o Inquérito Policial Militar também concluiu pela inexistência de crime militar e solicitou a apuração de uma possível falsa denúncia por parte da testemunha.
Em contrapartida, os policiais mantiveram a versão de que realizavam uma fiscalização de rotina quando flagraram Manoel pescando em um local proibido. Segundo os agentes, o pescador tentou fugir da abordagem saltando por conta própria no rio e as equipes acionaram o Corpo de Bombeiros assim que conseguiram sinal de comunicação na área.


Com o término das diligências na esfera policial, o relatório final foi encaminhado ao Ministério Público, órgão que analisará o conteúdo do processo para decidir se arquiva o caso ou se solicita novas apurações. Decepcionado com a conclusão das investigações, Antônio Pereira Mendes, pai da vítima, declarou que a família não concorda com o resultado e pretende recorrer a novos meios judiciais para tentar esclarecer as circunstâncias da morte do filho.









