quinta, 11 de junho de 2026

Piloto de helicóptero da Polícia Civil baleado em operação enfrenta infecção grave após cirurgia

O piloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, enfrenta uma nova e grave batalha pela vida em um hospital na Zona Sul da capital fluminense. O policial civil apresentou uma piora significativa em seu quadro de saúde devido a uma infecção bacteriana severa. A complicação surgiu logo após ele passar por um procedimento cirúrgico para a colocação de uma prótese craniana, realizado no final do mês passado no Hospital São Lucas, em Copacabana.

De acordo com relatos de sua esposa, Keidna Marques, os médicos precisaram alterar a estratégia de tratamento diante do agravamento da infecção, introduzindo antibióticos e medicações mais fortes para tentar conter o avanço do problema. Ela destacou que a equipe médica do hospital está mobilizada e fazendo todo o possível para reverter a situação, enquanto o policial demonstra muita força para reagir. A situação clínica de Felipe exige cuidados intensivos e constantes, sendo acompanhada de perto pelos familiares e colegas de corporação.

Essa nova internação faz parte de uma longa e dolorosa rotina de idas e vindas hospitalares que o piloto enfrenta. Recentemente, ele precisou passar por outras cirurgias delicadas na cabeça para conter sangramentos e retirar hematomas, além de necessitar do uso de um dreno. Essas intervenções ocorreram após um período de quase dez meses de internação inicial, do qual ele havia recebido alta para iniciar sessões de reabilitação motora e neurológica em casa.

A trajetória médica de Felipe começou após ele ter sido atingido na cabeça por um tiro de fuzil em março de 2025. O ataque aconteceu enquanto ele pilotava uma aeronave do Serviço Aeropolicial (Saer) da Core durante uma operação policial de combate ao crime organizado na comunidade da Vila Aliança, localizada em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Até o momento, as investigações sobre o atentado contra a aeronave resultaram na prisão de apenas um suspeito, capturado um mês após o crime, enquanto os demais envolvidos no ataque continuam foragidos e sendo procurados pela polícia.

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