


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou oficialmente nesta semana a mascote que passará a representar a urna eletrônica brasileira, mas o que deveria ser apenas uma celebração institucional acabou dominando os debates nas redes sociais. Batizado de Pilili, o personagem foi apresentado durante um evento comemorativo pelos 30 anos do sistema de votação eletrônica no Brasil. Com um visual em estilo de desenho animado, o formato da mascote é diretamente inspirado no aparelho de votação e seu nome é uma referência criativa ao som emitido pelo equipamento quando o eleitor confirma o voto na seção eleitoral.

Apesar da intenção do tribunal em modernizar sua comunicação, a escolha do nome e o design do personagem geraram uma onda de reações mistas na internet. Nas principais plataformas digitais, como o X, Instagram e TikTok, a Pilili rapidamente se transformou em meme, sendo alvo de montagens e comparações irônicas. Enquanto alguns internautas se divertiram com o batismo inusitado, outros criticaram a iniciativa, argumentando que a aparência infantilizada poderia retirar a seriedade necessária a um símbolo que representa o exercício da democracia por adultos.
Em resposta à repercussão, o TSE esclareceu que a Pilili foi projetada para transmitir neutralidade institucional. De acordo com a descrição oficial do órgão, o personagem não possui gênero definido, uma escolha estratégica para representar a tecnologia de votação de forma neutra e livre de estereótipos. O objetivo central é que a mascote atue como uma figura amigável para aproximar o cidadão da Justiça Eleitoral, destacando a segurança e a inovação tecnológica que marcam as três décadas de uso das urnas no país.

























