quarta, 15 de julho de 2026

PF não encontra armas após cumprir busca na casa de Bolsonaro

A Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira, dia 8 de julho, mas não encontrou nenhuma arma de fogo no local. De acordo com o relatório oficial da ação, os agentes da PF permaneceram na residência por cerca de uma hora e meia, entre 7h e 8h30, e encerraram os trabalhos sem apreender nenhum objeto. A vistoria foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de esclarecer divergências sobre onde estariam guardadas as armas registradas legalmente em nome do ex-presidente.

A decisão de Moraes de mandar os policiais à casa de Bolsonaro aconteceu após um impasse que começou na última sexta-feira, dia 3 de julho, quando o ministro determinou a suspensão do porte de armas do ex-presidente e ordenou o recolhimento de todo o seu arsenal. Na ocasião, a defesa de Bolsonaro informou que o armamento estava guardado em instalações do Exército. No entanto, a corporação militar comunicou que duas das seis armas registradas não foram entregues à Polícia Federal porque não haviam sido localizadas, o que motivou a suspeita do STF.

Para tentar esclarecer o sumiço temporário, os advogados de Bolsonaro explicaram ao STF o paradeiro dos dois itens de forma detalhada. Segundo a defesa, uma das armas sumidas é uma espingarda dada de presente ao ex-presidente, que na verdade está guardada em uma empresa importadora de produtos bélicos no Rio Grande do Sul. Já a segunda arma questionada é uma pistola Glock, que segundo os advogados já havia sido apreendida anteriormente com o segurança do ex-presidente e está sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. Mesmo com as explicações, Alexandre de Moraes preferiu ordenar a busca nesta manhã para garantir a checagem das versões.

Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha apontado crimes e afirme que todo o armamento do ex-presidente está legalizado, o ministro Alexandre de Moraes entende que manter a posse dessas armas é incompatível com a atual situação jurídica de Bolsonaro. No ano passado, o ex-presidente foi condenado a uma pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista. Atualmente, após passar por um procedimento cirúrgico, ele obteve o direito de cumprir a pena em regime de prisão domiciliar temporária enquanto se recupera de um quadro de pneumonia bacteriana.

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