

A Polícia Federal deu início, na manhã desta terça-feira, à Operação Mídia Cativa, que apura um esquema de corrupção eleitoral e abuso de poder econômico em Jaú, no interior de São Paulo. A investigação busca detalhes sobre uma estrutura que teria sido montada para pagar veículos de comunicação e administradores de redes sociais para publicar notícias favoráveis à atual gestão municipal e, ao mesmo tempo, espalhar ataques e conteúdos negativos contra adversários políticos. Ao todo, os agentes cumpriram 13 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral nas cidades de Jaú, Dois Córregos e Nhandeara.

Entre os locais visitados pelos policiais estão a sede da Prefeitura de Jaú e a residência do prefeito Ivan Cassaro. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, o grupo utilizaria pagamentos clandestinos para garantir que certas páginas e grupos de comunicação locais atuassem como uma vitrine para a prefeitura e um braço de ataque contra opositores. Durante a ação, os policiais recolheram documentos e dispositivos eletrônicos, que agora passarão por uma perícia detalhada para rastrear o caminho do dinheiro e confirmar quem participava do esquema.
Em resposta à operação, o prefeito Ivan Cassaro se manifestou por meio de uma nota, afirmando que recebeu os policiais com tranquilidade e que colaborou totalmente com as buscas em sua casa e em seu gabinete. O político declarou que não tem nada a esconder, classificou a investigação como fruto de perseguição política e ressaltou que confia na Justiça para esclarecer os fatos. O caso, que envolve suspeitas graves de associação criminosa e manipulação da opinião pública, segue sob sigilo judicial enquanto o material apreendido é analisado pelos investigadores.







