quarta, 10 de junho de 2026

PF entrega ao STF relatório sobre morte de “Sicário”

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (23), o relatório final das investigações sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”. O documento foi entregue pessoalmente pelo superintendente da corporação em Minas Gerais, Richard Murad, ao ministro André Mendonça. O conteúdo do material permanece sob sigilo judicial, mas a conclusão aponta que a morte foi decorrente de uma tentativa de suicídio ocorrida dentro da sede da instituição em Belo Horizonte.

Mourão havia sido preso preventivamente no dia 6 de março de 2026, sob a suspeita de envolvimento em atividades ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a apuração da Polícia Federal, o investigado tentou tirar a própria vida na carceragem ainda no dia de sua prisão. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital João XXIII, mas o óbito foi confirmado dois dias depois, após a conclusão do protocolo de morte encefálica.

Para chegar a essa conclusão, os investigadores analisaram as imagens das câmeras de segurança da superintendência mineira e ouviram depoimentos de familiares da vítima e de servidores que estavam de plantão na data do ocorrido. O processo seguiu protocolos rigorosos para garantir a transparência sobre o que aconteceu dentro das instalações da Polícia Federal, descartando outras hipóteses de violência externa durante o período de custódia.

Embora o relatório policial detalhe a dinâmica do evento, a certidão de óbito registrada em Belo Horizonte ainda não traz a causa definitiva da morte. O documento informa que o motivo oficial está “aguardando exames”, um procedimento comum em casos que dependem de laudos periciais complementares do Instituto Médico Legal. Com a entrega do relatório ao STF, cabe agora ao Judiciário analisar as conclusões da Polícia Federal e decidir os próximos passos jurídicos relacionados ao caso.

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