segunda, 24 de agosto de 2026

Pesquisadores encontram plantas consideradas extintas há 30 anos

Um grupo de cientistas alcançou um feito histórico na conservação ambiental ao reencontrar espécies de plantas raras que não eram vistas na natureza há mais de 30 anos — com algumas sem registros há mais de um século. As descobertas foram realizadas no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, dentro de reservas mantidas pela mineradora Vale em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e outras instituições de pesquisa vinculadas ao Projeto de Conservação de Espécies Raras e Endêmicas e à Rede Propagar.

Entre as vegetações resgatadas do esquecimento estão a Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena, conhecidas popularmente como sempre-vivas ou chuveirinhos. Essas espécies são exclusivas da região e crescem em um solo avermelhado e rico em minério de ferro, resistindo a condições extremas de calor e pouca água. Por viverem em ambientes tão restritos e difíceis, os pesquisadores acreditavam que elas já tivessem sido completamente extintas devido ao impacto da ação humana e das mudanças do clima.

A confirmação da existência dessas plantas traz novas oportunidades para a ciência. Além do valor para o equilíbrio da fauna e da flora locais, os cientistas destacam que o material genético dessas espécies pode ser utilizado no desenvolvimento de pesquisas nas áreas de biotecnologia, farmacologia e agricultura. As amostras resgatadas em campo foram encaminhadas para laboratórios especializados para análise de DNA e desenvolvimento de técnicas de reprodução em cativeiro.

O objetivo do projeto agora é dominar o cultivo dessas mudas para, no futuro, reintroduzi-las nas áreas protegidas entre as cidades de Ouro Preto, Itabirito e Rio Acima. Segundo os especialistas envolvidos na iniciativa, a multiplicação dessas plantas e a recuperação do seu ecossistema natural garantem a preservação de uma riqueza biológica única no mundo, reforçando o papel do Brasil no mapa global da biodiversidade.

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