quinta, 9 de abril de 2026

Pesquisa indica Lula como o líder político com maior índice de rejeição no país

Um levantamento realizado pela AtlasIntel em parceria com a Arko Advice, divulgado nesta quarta-feira (1º), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o nome com a maior taxa de rejeição entre as principais figuras políticas do Brasil. De acordo com os dados, o petista foi mencionado por 50,6% dos entrevistados como o líder mais rejeitado, índice que representa mais do que o dobro do segundo colocado na lista, o senador Flávio Bolsonaro, que aparece com 24% das menções. O ex-presidente Jair Bolsonaro ocupa a terceira posição no ranking de desaprovação, com 16,3%.

A análise detalha os motivos que levam os eleitores a rejeitarem a figura do atual presidente. Para a grande maioria desse grupo, o fator determinante é a percepção de envolvimento ou conivência com episódios de corrupção, motivo citado por quase 86% dos que desaprovam o mandatário. Outras razões de destaque incluem a visão de que o governo busca tornar a população dependente do Estado e a crença de que o atual projeto de poder possui características autoritárias ou antidemocráticas.

O perfil do eleitor que rejeita Lula também foi mapeado pelo estudo, revelando que a maioria, cerca de 62%, afirma nunca ter votado no Partido dos Trabalhadores. Entretanto, uma parcela menor admite já ter apoiado o petista no passado: 30,3% disseram ter votado nele em eleições anteriores a 2014, enquanto uma fatia de 7,5% declarou ter dado suporte ao presidente em pleitos mais recentes. Além dos líderes do governo, a pesquisa também citou nomes da oposição com índices menores de rejeição, como o deputado Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O levantamento da AtlasIntel ouviu 4.224 eleitores entre os dias 16 e 23 de março, utilizando a metodologia de recrutamento digital. A pesquisa apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e possui um nível de confiança de 95%. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assegurando a transparência dos dados coletados sobre o cenário político nacional no início deste mês de abril.

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