

Um levantamento realizado pelo Procon-SP revelou que a grande maioria dos consumidores desconhece as regras que limitam os preços dos remédios no Brasil. De acordo com o estudo, feito com 1.819 pessoas, cerca de quatro em cada cinco compradores (79,1%) não sabem que a maior parte dos medicamentos tem um valor máximo permitido em lei. Esse limite é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos e divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O desconhecimento sobre esse teto aumentou em relação ao ano passado, quando o índice era de 74,8%.

Essa falta de informação chama a atenção porque o custo dos remédios pesa bastante no bolso das famílias. A pesquisa apontou que 88,1% dos entrevistados já deixaram de levar algum produto da farmácia por causa do preço alto, e quase 95% afirmam pesquisar os valores antes de fechar a compra. Para economizar, a busca por alternativas mais baratas virou rotina: metade dos consumidores troca o medicamento receitado pelo médico por uma opção genérica ou similar mais em conta, enquanto apenas 31,7% compram exatamente a marca que foi prescrita na receita.
O comportamento na hora de escolher os produtos também varia de acordo com a necessidade de receita. Para os remédios que não exigem prescrição médica, os principais critérios de escolha são a experiência anterior com o produto e a indicação do próprio farmacêutico do estabelecimento. O estudo também identificou que os consumidores estão mudando a forma de comprar, deixando de frequentar exclusivamente as grandes redes físicas e passando a misturar as compras em lojas de rua com os canais da internet, modalidade que cresceu e passou a ser utilizada por quase 40% dos entrevistados.


Outro ponto de alerta destacado pelo Procon-SP envolve a privacidade e a segurança digital no balcão. A imensa maioria dos cidadãos (71,2%) fornece o número do CPF sempre que solicitado para garantir descontos. No entanto, mais de 54% confessaram não ter ideia de como esses dados são tratados pelas empresas e outros 35% têm dúvidas sobre o tema. Diante disso, o órgão de defesa do consumidor ressalta que as farmácias precisam ser mais transparentes e explicar claramente se essas informações pessoais são compartilhadas com laboratórios, convênios médicos ou hospitais, respeitando as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).







