quarta, 15 de julho de 2026

Pesquisa do Procon-SP aponta que preço de medicamento genérico pode variar mais de 2.400%

O Procon-SP acendeu um alerta importante para o bolso dos consumidores nesta terça-feira, dia 7. Um levantamento feito pelo órgão revelou que um mesmo medicamento genérico, quando comprado em farmácias diferentes da cidade de São Paulo, pode apresentar uma diferença de preço impressionante, chegando a até 2.433,59%. A disparidade é tão grande que uma cartela com 30 comprimidos de um remédio de 5 miligramas para disfunção erétil, por exemplo, foi encontrada por R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte e por apenas R$ 3,87 em um estabelecimento da zona sul da capital.

Essa variação expressiva não fica restrita aos genéricos. O medicamento de referência, que é aquele de marca, usado para tratar o hipotireoidismo também registrou forte oscilação na pesquisa, com a cartela de 30 comprimidos custando de R$ 10,73 a R$ 41,43, dependendo da drogaria escolhida. Apesar dessas distorções entre as lojas, o estudo comprovou que os genéricos continuam sendo, em geral, a opção mais vantajosa financeiramente. Em média, eles custam 63,05% menos do que os remédios de marca, o que representa uma oportunidade real de economia para quem precisa dar continuidade a um tratamento de saúde.

Diante desse cenário de preços tão instáveis, o Procon orienta o consumidor a adotar o hábito de pesquisar muito antes de fechar a compra. Outra recomendação fundamental é verificar se o remédio necessário está disponível de forma gratuita ou com descontos em programas sociais dos governos federal, estadual ou municipal. O cidadão também deve colocar na balança se o seu plano de saúde oferece abatimentos e se vale a pena aderir aos programas de fidelidade mantidos por laboratórios e pelas próprias redes de farmácias, que costumam reduzir o valor final na hora do caixa.

Além de cuidar do bolso, o órgão reforça que é preciso ficar atento à segurança do produto. Na hora da compra, o consumidor deve observar se o medicamento possui o registro do Ministério da Saúde e conferir se o número do lote, o prazo de validade e a data de fabricação impressos na caixa de papelão batem exatamente com as informações gravadas na cartela interna. O Procon também aconselha o paciente a conversar abertamente com seu médico para avaliar a substituição de medicamentos de marca por genéricos. Para chegar a esses resultados, a instituição analisou presencialmente os preços de mais de 70 tipos de remédios em dez farmácias da capital e em outros dez municípios paulistas, além de monitorar dez grandes sites de vendas, disponibilizando o relatório completo em sua página oficial.

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