

Um levantamento realizado pelo Netlab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro, revelou que mais de 500 anúncios fraudulentos que exploravam o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil foram veiculados nas redes sociais em um intervalo de apenas dois meses e meio. A análise focou em plataformas mantidas pela empresa Meta, como Instagram, Facebook e WhatsApp, identificando quase cinquenta páginas que se passavam pelo serviço oficial do Governo Federal ou inventavam programas inexistentes para enganar os usuários.

O estudo aponta que os golpistas utilizam táticas sofisticadas de convencimento, como o uso indevido de identidades visuais de bancos e veículos de imprensa, além de conteúdos gerados por inteligência artificial e páginas clonadas. Ao clicar nas publicações patrocinadas, as vítimas são induzidas a fornecer dados pessoais sigilosos ou direcionadas para atendimentos via aplicativo de mensagem, nos quais os criminosos exigem pagamentos indevidos sob a promessa de descontos irrealistas e facilidades financeiras imediatas.
Especialistas do Netlab cobram maior rigor e fiscalização na veiculação de anúncios pagos, defendendo que cabe às gigantes de tecnologia validar a veracidade das empresas antes de permitirem a veiculação de campanhas patrocinadas. Em contrapartida, a Meta declarou que o combate a fraudes é tratado como prioridade e que utiliza sistemas avançados de inteligência artificial e análise humana para derrubar conteúdos enganosos, resultando na remoção massiva de anúncios violadores e no encerramento de milhões de contas suspeitas.











