

Um grupo de pescadores que frequenta as margens do Rio Turvo, na região da ponte que liga os municípios de Cardoso e Riolândia, procurou a reportagem para relatar obstáculos que têm prejudicado a atividade no local. Segundo os relatos, o grande número de batelões ancorados de forma desordenada nas proximidades da estrutura está bloqueando o acesso à água e dificultando o lançamento de linhas. A ocupação, feita com cordas e cabos de aço presos a árvores e pedras, acaba retendo vegetação aquática e criando barreiras físicas que tornam a pesca quase impossível em diversos trechos tradicionais.

Além da dificuldade de chegar à margem, os pescadores apontam prejuízos materiais constantes. Quando conseguem fisgar um peixe, as linhas frequentemente se enroscam nos cabos de sustentação das embarcações, resultando na perda de anzóis, chumbadas e do próprio pescado. Essa situação tem gerado frustração entre os trabalhadores e amadores que dependem do rio para o sustento ou lazer, já que os equipamentos de pesca possuem custos elevados e a manutenção da atividade exige áreas livres de enroscos artificiais.
A concentração de barcos tem empurrado todos os pescadores para um único ponto viável: o vão diretamente sob a ponte. Essa limitação de espaço tem causado aglomerações e disputas por lugares, especialmente durante os fins de semana, quando o fluxo de pessoas aumenta. De acordo com as denúncias, novas embarcações estão sendo posicionadas inclusive do lado pertencente a Riolândia, o que amplia o problema e reduz ainda mais as áreas públicas de uso coletivo que, historicamente, eram destinadas à pesca de barranco.
A principal queixa da comunidade é que uma área pública está se tornando restrita apenas a quem possui grandes embarcações, excluindo aqueles que pescam a pé. Os frequentadores pedem que as autoridades competentes e órgãos de fiscalização ambiental realizem uma vistoria no trecho para organizar a permanência dos batelões. O objetivo é estabelecer regras que garantam o uso compartilhado do Rio Turvo, assegurando que o direito de navegar não anule o direito de pescar nas margens, mantendo o equilíbrio para todos os usuários da região.









